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Dificuldade na fala e fala arrastada: sinais que podem indicar Esclerose Múltipla

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença neurológica crônica e autoimune que afeta o sistema nervoso central, interferindo na comunicação entre o cérebro e o corpo. Seus sintomas são variados e, muitas vezes, confundidos com outras condições. Um dos sinais menos comentados, mas bastante impactante na qualidade de vida, é a alteração na fala — incluindo dificuldade em articular palavras e a chamada fala arrastada.

O que é fala arrastada?

A fala arrastada é quando a pessoa fala devagar, com pausas incomuns entre as palavras, ou tem dificuldades para pronunciar sons com clareza. Pode soar como se a pessoa estivesse cansada ou com dificuldade de coordenar os músculos da boca, língua e garganta. Esse tipo de alteração é conhecido clinicamente como disartria.

Por que isso acontece na Esclerose Múltipla?

Na EM, o sistema imunológico ataca a bainha de mielina, estrutura que envolve e protege as fibras nervosas. Isso compromete a transmissão dos impulsos elétricos entre o cérebro e os músculos responsáveis pela fala. Quando áreas cerebrais relacionadas ao controle motor da fala são afetadas, surgem alterações como:

Dificuldade em articular palavras

Fala mais lenta ou “presa”

Alterações no ritmo, entonação e volume da voz

Voz anasalada ou rouca

Esses sintomas podem surgir de forma leve ou intensa, e muitas vezes pioram durante surtos da doença.

Outros sintomas que podem acompanhar

Além da fala arrastada, a Esclerose Múltipla pode se manifestar com:

Fraqueza muscular

Formigamento em membros

Visão embaçada ou dupla

Desequilíbrio e tonturas

Fadiga extrema

Problemas de memória e concentração

Quando procurar ajuda?

Mudanças na fala que surgem sem causa aparente ou que pioram com o tempo merecem atenção. Um diagnóstico precoce da Esclerose Múltipla faz toda a diferença no tratamento e controle da progressão da doença.

Se você ou alguém próximo apresenta fala arrastada acompanhada de outros sintomas neurológicos, é fundamental procurar um neurologista. Exames de imagem como a ressonância magnética ajudam no diagnóstico.

Tratamento e qualidade de vida

Apesar de não ter cura, a EM pode ser controlada com medicações, fisioterapia, acompanhamento neurológico e, em muitos casos, com apoio da fonoaudiologia para trabalhar as alterações na fala.

O acompanhamento multidisciplinar é essencial para oferecer mais conforto, independência e qualidade de vida para quem convive com a doença.

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